Você já percebeu como é difícil compreender as palavras que eu não digo?
Vivo sempre não dizendo aquilo que
eu quero que escutem... Vivo escrevendo nas entrelinhas, mas ninguém parece compreender.
Sou feita de pequenas doses de uma mesma bebida, mas quando ingerida demais faço
mal, por isso preciso ser apreciada aos poucos, lentamente...
Não sei se sou comum, provavelmente
não. Sou inquieta, inconstante, não sei o que quero ou por que quero. Sei sempre
que estou triste chove, ou será que sempre que chove sinto-me triste?
Eu não quero nada e mesmo assim espero
tudo, um tudo que eu ainda não sei dizer o que é. Estou cansada de tentar explicar
algo que eu não sei, sou feita de sentimentos, eu sou assim desse jeito indescritível.
Sou assombrosamente diferente do mundo, sou sensitiva e tenho medo muito
medo disso. Sofro sem nenhum motivo aparente e choro sempre que posso sem
nenhuma razão.
Eu não vivo de explicações, sou composta de incertezas. Nunca estou
satisfeita e estou sempre querendo um pouco mais. É mais sensato não tentar
entender as razoes do meu querer, apenas quero e ponto.
Acho inviável alguém me compreender, mas continuo buscando essa alma
diferente, esse ser capaz de não só entender, como também, aceitar essa
complexidade que eu sou.
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